sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Vem, Senhor Jesus!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Missão em Lavrinha - MLR' Timóteo
Em agosto de 2008, a pedido do Pe.Moacir, os MLR da Unidade Timoteo e Coronel Fabriciano saíram em missão para o distrito de Lavrinha, municipio de Marlieria, cidade situada a 29 km de Timoteo. Esta missão aconteceu em 2 dias nos quais visitamos as casas, postos de saúde e escolas
MLR - Timóteo.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Ecos
"Eis que lá das estrelas, ó Rei celeste,
tu vens nascer na gruta ao frio agreste.
Ó Menino meu Divino, eu te vejo aqui tremer."
(Santo Afonso)
Há mais de dois mil anos que chora uma criança numa pequena estrebaria de uma cidadezinha. Chora a dureza do nascimento humano, o desconforto da pobreza, a frieza dos homens. Encontra abrigo no regaço de sua mãe. Colo acolhedor, os braços da mãe são abrigo certo na realidade hostil. Encontra consolo no olhar atento do pai que, cuidadoso, prepara um lugar, com os escassos meios que possuía, para que a mãe e o menino pudessem reclinar e, atento, vela pelo sono dos dois. Eis o mistério grandioso que acontece nesta cena: Deus vem habitar em meio à escassez da humanidade.
Quem tem “ouvido de sentir” pode perceber, ainda hoje, os ecos do choro deste menino. O olhar gritante de tantas crianças perdidas nos semáforos da vida, de tantos velhinhos esquecidos por suas famílias, de tantos homens e mulheres sofredores em sua experiência de solidão e desamparo, de tantos pobres que gritam pelo mínimo, ressoa os clamores daquela criança. Diversos rostos do Cristo clamando por um movimento de carinho, compaixão, irmandade em sua direção. Rostos humanos desfigurados clamando por redenção.
Infelizes os de coração mirrado e surdo, pois estes não conseguem ver a Deus na vida, porque deixaram seus corações serem deteriorados pela mecânica do mundo atual, tornando-se máquinas e esquecendo-se de sua humanidade.
A Deus elevo minha prece: Guarda-me Senhor da insensibilidade. Não permita que a frieza invada o meu coração. Dai-me a graça de ter 'verdadeiros ouvidos do coração', para que eu não permaneça surdo diante de Tua voz no mundo. Cura-me da cegueira e da surdez que não permitem ver no outro meu irmão, filho Teu. Livra-me deste mal para que eu possa viver com a consciência e a certeza de que, com os outros homens, sou família de Deus.
Conheça o Conselho Geral (6)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
ADVENTO - Toda a mística da esperança cristã!

O advento nos faz desejar ardentemente o retorno de Cristo. Mas a visão de nosso mundo injusto, marcado brutalmente pelo ódio e a violência, revela-nos sua imaturidade para a volta gloriosa de Jesus Cristo. Desejamos com ansiedade que o Senhor venha, mas tememos sua vinda porque o mundo ainda não está preparado para recebê-lo. E através de nossa Fé, esperança e amor que ele quer fazer brilhar a luz continuamente na noite do mundo. De modo que as luzes que acendamos nas noites escuras sejam ao mesmo tempo consolo e advertência, ou seja, certeza consoladora de que «a luz do mundo» já foi acesa na noite escura de Belém e transformou a noite do pecado humano na noite santa do perdão divino; por outra parte, a consciência de que esta luz somente pode - e somente quer - seguir brilhando se é sustentada por aqueles que, por ser cristãos, continuam através dos tempos a obra de Cristo. A luz de Cristo quer iluminar a noite do mundo através da luz que somos nós; sua presença já iniciada deve seguir crescendo por meio de nós. Não só no natal; em cada missa, no «agora» de cada celebração eucarística onde se atualiza o mistério gozoso da vinda e da presença salvífica do Senhor entre nós. Nossa espera tem um sentido, a explosão de graça e de luz que acontece na festa de natal é como o ponto culminante da espera, onde esta se consuma e culmina plenamente.
Fábia Guemardi - MLR Cel. Fabriciano
Poemas (2)
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.
O que acarinha um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.
domingo, 29 de novembro de 2009
Conheça o Conselho Geral (5)
sábado, 28 de novembro de 2009
Poemas
Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!
muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu.
