sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Liturgia Dominical - IV Domingo do Advento

1ª leitura: Mq 5,1-4a: Na profecia de Miquéias, o Messias não virá de Jerusalém, a capital, centro do poder religioso e político, mas sim, da periferia, Belém, terra natal de Davi. É de sua descendência que nascerá o verdadeiro Rei de Israel, enviado de Deus.

 

Salmo: 80 (79): Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salvos!

 

2ª leitura: Hb 10, 5-10: Hebreus compreende a morte de Cristo como a plenificação do culto sacrifical do AT. Todos os sacrifício anteriores são figura do que se realiza em Cristo. Em Jesus Cristo se rompe a distância que existia entre Deus e a humanidade.

 

Evangelho: Lc 1,39-45: Maria vai ao encontro de Isabel para servi-la. Nelas se encontram, pela primeira vez, o precursor e o Messias. O filho de Isabel estremece em seu seio. Cumpre-se Lc 1,15: desde o seio materno João Batista é impelido pelo Espírito. Isabel entende e saúda em Maria a fé e o fruto bendito. Na seqüência, Maria entoa um canto de louvor a Deus, o Magnificat.

 

Breve Reflexão: Este é o último domingo do advento. Se pudemos dizer no domingo passado que já despontava a aurora, agora já podemos sentir os primeiros raios do verdadeiro sol da justiça que vem ao nosso encontro. Em Jesus, Deus vem ao nosso encontro de maneira profunda, indescritível e fascinante.

A primeira leitura promove uma verdadeira mudança de conceitos. Era de se esperar que o Messias, o verdadeiro Rei de Israel viesse surgir na capital, no centro do poder. Mas o que acontece é bem diferente: não é a grandeza segundo critérios humanos que importa para Deus. O Cristo nasce na pequena Belém. Por causa do Senhor, a pequena e insignificante cidade se torna lugar da ação de Deus.

No evangelho se manifestam duas facetas do Mistério de Deus em Maria: humildade e serviço. Deus se manifesta na humildade de uma jovem grávida que se coloca na disponibilidade do serviço, auxiliando a prima em estado avançado de gravidez. Por outro lado, é manifesta a grandeza do Senhor através do canto entoado por Maria. No movimento de João Batista no seio de sua mãe e nas palavras de Isabel, o reconhecimento deste Mistério que se realiza na vida daquela pequena.

Eis a dinâmica manifesta em Jesus que aproxima Belém, Maria e todo aquele que se coloca na acolhida fiel do Mistério: na pequenez e no esvaziamento daquele que serve, Deus age. Serviço e grandeza são duas faces do mesmo Mistério. Mesmo Mistério de amor que vamos celebrar dentro de poucos dias. Amor de Deus pelos homens que ultrapassa o que entendemos pela palavra amor. Um amor verdadeiro, que fecunda a terra, que se faz entrega. Deus que cobre uma humildade criatura com sua sombra.

 

Das alturas orvalhem os céus,/ e as nuvens que chovam justiça

 que a terra se abra ao amor/ e germine o Deus Salvador.


--
P.e Maikel P. Dalbem, C.Ss.R.

Nenhum comentário:

Postar um comentário